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Tratamento de esgoto doméstico para reuso da água.

Visando encontrar alternativas para atender a demanda industrial por água limpa , e também amenizar o impacto ambiental do despejo não- tratado nos rios, o professor Ricardo Nagamine Constanzi desenvolveu um sistema-piloto para tratamento de efluentes que associa o tratamento por lodos ativados a membranas de ultra filtração, possibilitando o reuso da água pelo setor produtivo. A pesquisa realizada no Centro Tecnológico de Hidráulica (CTH) da USP, resultou na tese de doutorado defendida por Constanzi na Escola Politécnica da (POLI) da USP com o título: Tratamento de efluentes domésticos por sistemas integrados de lodos ativados e membranas de ultrafiltração visando o reuso da água.

A escassez da água em São Paulo, sobretudo na região metropolitana da capital, é um problema que vem preocupando governo e moradores nas última décadas. Além do consumo doméstico na região, a questão afeta também a economia local: muitas industrias fecham ou se mudam, pois necessitam de uma grande quantidade de água. Os custos da água originada da rede da Sabesp podem inviabilizar a produção.

Assim, a tendência é que se utilize cada vez mais o efluente doméstico tratado para o reuso da água, reduzindo o consumo da água potável fornecida pela rede de abastecimento. Atualmente, o tratamento com lodos ativados é utilizado principalmente para lançar água com um menor grau de poluição nos corpos d'água com um menor grau de poluição nos corpos d'água (rios e córregos). O lodo é denominado ativado por conter bactérias que consomem carbono, nitrogênio e fósforo, diminuindo as impurezas e o seu potencial de impacto nos recursos hídricos.

A esse processo de tratamento utilizado pelas companhias de saneamento locais, o pesquisador adicionou mais uma etapa, que é a passagem da água por um sistema de membranas de ultrafiltração. A seletividade dessas membranas permite a retenção dos sólidos suspensos (moléculas maiores que 0,45 µm), bem como as bactérias. Permanecem na água apenas substâncias solúveis (moléculas menores) e vírus, tornando-a adequada a diversos processos industriais que não exigem a remoção dessas substâncias.

Primeiramente, o esgoto entra num tanque de aeração (sistema de tratamento por lodos ativados) para que sofra uma ação das bactérias. Em seguida, o esgoto passa por um sistema de separação por membranas, em substituição ao decantador secundário. Esse sistema foi estudado em duas configurações: externamente ao tanque de aeração e em seu interior. O sistema externo é do tipo tubular, confeccionado com material de poli fluoreto de vinilideno, e o interno é do tipo espiral, confeccionado com material de polietersulfona.

A membranas atuam como uma barreira seletiva devido ao tamanho de seus poros e também pelas características físico-químicas dos materiais que a compõem. O liquido clarificado que atravessa a membrana é denominado permeado (água de reuso) e o rejeito denominado concentrado. Esse último retorna para o tanque de aeração.

Essa pequisa é uma das pioneiras no Brasil a integrar o sistema de membranas ao tratamento com lodos ativados. Técnicas correlatas já são utilizadas em outros países como Estados Unidos, Canadá e Inglaterra, mas há a necessidade de se estudar melhor o sistema em âmbito nacional, até porque os esgotos domésticos e municipais de outras regiões do mendo apresentam diferentes características e composições.

É preciso produzir conhecimentos sobre esse tipo de tratamento determinando dados com a vida útil e rendimento da membrana, associados a dados de operação e limpeza visando reduzir o fenômeno de colmatação (obstrução da membrana). Tais conhecimentos podem ajudar a fundamentar o isso do processo em nível industrial. Além disso, em comparação com os tratamentos de esgoto utilizados para reuso que já começam a ser implantados no país, a técnica utilizada por Constanzi apresenta um maior grau de simplificação e compactação.

Revista Banas Qualidade, p. 72, janeiro, 2008.


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